Testemunhas, que seriam moradores de Duma, negaram o uso de armas químicas na cidade. Potências travam guerra de informação sobre ataque, usado pelos EUA como justificativa para bombardeios na Síria.

Síria e Rússia apresentam testemunhas para provar que ataque químico foi encenação

Síria e Rússia apresentam testemunhas para provar que ataque químico foi encenação

Rússia e Síria tentam provar que o ataque químico em Duma no começo de abril foi encenado. Nesta quinta-feira (26), a Rússia apresentou depoimentos de testemunhas sírias que afirmaram ter participado de uma encenação com o objetivo de simular o ataque, afirma a Associated Press.

O suposto uso de armas químicas contra a população foi a justificativa apresentada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para bombardear alvos em Damasco no dia 13 deste mês, em uma ação conjunta com o Reino Unido e a França.

Os depoimentos foram apresentados em reunião da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), realizada na Holanda, diz a AP. Entre as testemunhas, estava o menino Hassan Diab, de 11 anos. Sua versão dos fatos também foi veiculada em um vídeo exibido em emissoras russas.

“Nós estávamos no porão de casa e ouvimos gritos na rua que deveríamos ir ao hospital. Nós ficamos com medo. Fomos ao hospital através do túnel”, diz o menino no vídeo.

“Eles começaram a derramar água em mim no hospital. Eu não sei o porquê. Depois disso, eles me levaram para um lugar diferente”, continua.

Criança é atendida em hospital em Duma, após suposto ataque químico na Síria em 8 de abril  (Foto: White Helmets/Reuters)

Criança é atendida em hospital em Duma, após suposto ataque químico na Síria em 8 de abril (Foto: White Helmets/Reuters)

Um outro sírio levado à Haia disse a repórteres que eles estavam na reunião por livre e espontânea vontade e que não haviam sido submetidos a nenhuma pressão, informa a AP.

Ainda segundo a agência, Estados Unidos, França e Reino Unido boicotaram a reunião em que a Rússia apresentou os depoimentos, classificandos como “nada mais do que um exercício grosseiro de propaganda”.

Fonte: G1

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